Sobre o evento

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Campinas, SP, Brazil
O Yoga pela Paz é o evento anual, idealizado por MARCIA DE LUCA e FRAN ABREU, sem fins lucrativos, que leva a prática e o conhecimento associado ao Yoga, à Ayurveda e às culturas de paz a milhares de pessoas. Em Campinas é realizado pela associação cultural ORGANIZACI-ON e coordenado por Paula Ubinha e Tatiana Braga.

sábado, 20 de agosto de 2011

Satsanga - Por Márcio Assumpção - Yogaterapia Campinas


Sat significa verdade e sanga é a união de pessoas num propósito espiritual. Portanto um Satsanga acontece quando um grupo de pessoas se reunem em busca do autoconhecimento, do estudo e da própria verdade interior. Ensinam os yogues que o caminho do yoga, apesar de ser uma trilha individual, deve ser compartilhado em grupo, para que não se torne uma busca solitária e por vezes egoísta. O sanga (grupo) ajuda a pessoa a descobrir a importância da união, da tolerância, das diferenças e das dificuldades de cada um, além de estimular a perseverança.
                Grandes mestres como Jesus, Buda e muitos outros, passaram anos de suas vidas em isolamento para absorver o conhecimento. Mas se eles tivessem permanecidos isolados, o mundo não conheceria suas lições. Daí nasce o satsanga, a vontade de compartilhar e “repartir o pão” que simboliza repartir o conhecimento.
                Pode-se  fazer satsanga com a família, estudando escrituras sagradas ou mesmo ouvindo um CD e assistindo um filme que promova elevação na Consciência de todos.
Nos Ashrams (mosteiros) da Índia, satsanga é o momento de encontro com o mestre, onde os discípulos ou estudantes fazem perguntas, debatem ou até mesmo entoam mantras em busca de uma integração com o grupo.
Participe de satsangas e nunca perca essa oportunidade de crescimento espiritual que eles propiciam.
Márcio Assumpção
INSTITUTO DE YOGATERAPIA
Campinas: Rua Américo de Moura, 91 - Taquaral
(19) 3254-7033
Limeira: Rua Dr. Trajano, 292 - Centro
(19) 3442-2223




Fotos enviadas pelo Instituto Yogaterapia.
Prática gratuita oferecida no evento Yoga Pela Paz Campinas 2011.
Namastê!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Instituto Yoga Clássico Campinas - Aula de Hatha Yoga

"Todas as aulas do Instituto de Yoga Clássico de Campinas seguem os preceitos do Hatha Yoga. Contudo, um fator extremamente importante é a preocupação que a escola tem com os potenciais e necessidades de cada aluno. Para isso, o Instituto oferece aulas de Hatha Yoga (com grupos especiais para terceira idade), Ashtanga Vinyasa Yoga, Yoga Terapia Hormonal, Yoga para Gestantes e Yoga para Crianças. Todas essas especialidades são oferecidas em aulas em grupo ou individuais." (texto retirado do site do instituto)






Fotos por Denise Maher
http://www.denisemaher.com.br/

Obrigada à equipe do Instituto Yoga Classico Campinas por ter acolhido o evento Yoga Pela Paz Campinas com tanto empenho. Foram muitas aulas ao longo da semana, todas gratuitas, um belo presente para a nossa cidade.
http://www.yogaclassicocampinas.com.br/

Namastê!
Paula Ubinha

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Roda de Mantras no Céu Aberto

O espaço Céu Aberto acolheu com grande estilo o evento Yoga Pela Paz Campinas, formando uma linda roda de mantras.Foi  Diego quem conduziu este trabalho tão bonito. Confira mais sobre sua produção artística em seu blog:

Diego Hauptman é Músico, multi-instrumentista, e se dedica ao estudo das artes da Índia desde 1999, especializando-se na Música Clássica da Índia e no Canto devocional. Seu instrumento principal é o Sitar, com o qual tem se apresentado em recitais solo, duetos e grupos musicais.






Fotos: Denise Maher

Obrigada ao Céu Aberto pela dedicação!

Namastê!
Paula Ubinha

Meditação no Consentir


Gosto muito da técnica apresentada neste vídeo! Considero muito inspirador, sobretudo por causa de algumas falas geniais como: "seja gentil consigo mesmo". Se permitir meditar é se permitir um estamo de bem estar incomparável!

A respiração equilibrada é fundamental para induzir a mente ao estado meditativo. Em nossa aula, iniciamos com técnicas respiratórias da tradição do Hatha Yoga, para conhecer as partes do corpo que estão envolvidas, para definir ritmos de inspiração e expiração, para tornar a respiração consciente. Aos poucos, com paciência e perseverança chegamos lá.



Fotos por Denise Maher
http://www.denisemaher.com.br/

Namastê!
Paula Ubinha
Consentir

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Yoga: uma aproximação


Escrever sobre o Yoga é como dissertar a respeito de uma noite estrelada. Com o olhar fixo na imensidão celeste podemos pensar matematicamente sobre a enorme distância que nos separa daquelas diminutas luzes cintilantes, tentando conceber o que é um ano-luz. Com um coração mais poético podemos escrever, como Neruda: “La noche está estrellada e tiritam azules los astros a lo lejos...” Sedentos de aventura podemos nos imaginar navegando rumo às profundezas desconhecidas do cosmos sideral ou, com uma visão mais prática, podemos imaginar procedimentos concretos para explorar e aproveitar os recursos minerais presentes no subsolo de outros planetas. Podemos, ainda, filosofar, chorar de emoção, entregar-nos extasiados à contemplação da beleza, tentar nomear as diferentes constelações, e tantas coisas mais!

O mesmo ocorre quando tentamos falar sobre o Yoga: o coração, a mente, os músculos, os órgãos internos e cada aspecto de nossa personalidade tentam exprimir a sua vivência nesse antigo caminho. E cada definição é parcialmente verdadeira, e cada colocação expressa um aspecto diferente desse diamante de muitas facetas que é o Yoga, mas nenhuma delas exaure a totalidade de sua luz.

O praticante de Yoga, quando questionado sobre as aulas, tenta dar uma descrição abrangente, mas dificilmente consegue transmitir mais do que algumas características isoladas que muito distam da sua intensa experiência pessoal; restando-lhe apenas concluir sua confusa explanação com a clara certeza: É muito bom, pratique. Mas existem algumas colocações que podem nos ajudar a precisar conceitualmente a nossa vivência pessoal e subjetiva do Yoga. A conhecida definição etimológica diz que Yoga vem da raiz sânscrita Yuj traduzida corno União, Junção, Jugo ou Integração . Essa União é referida a diferentes coisas conforme o enfoque utilizado.

Em termos físicos, o Yoga busca a integração harmoniosa de todos os processos corporais, em outras palavras: saúde. Energeticamente falando, o Yoga se propõe lograr o desbloqueio dos canais de circulação da energia, a expulsão das energias destrutivas e o fortalecimento das construtivas, o aumento do nível de vitalidade normal, unindo o indivíduo a sua fonte interna de vida. Em termos psicológicos, Yoga busca superar a divisão e conflitos interiores, colocando as neuroses sob o jugo da paz e da verdade e construindo uma personalidade integrada onde cada aspecto contribua para o bem-estar global da pessoa. Desde um enfoque espiritual, o Yoga é o caminho da união com o nosso centro interno de sabedoria, de serenidade, de força e de amor.

Existe, ainda, uma outra maneira de interpretar o sentido da palavra Yoga: atrelar os cavalos a um carro. Voltemos no tempo para entender melhor esta definição. Por volta do ano 1500 a.C. grupos indo-arianos, nômades e pastoris, invadem o Norte da Índia destruindo a declinante civilização local, predominantemente agrícola. Esses conquistadores semi-bárbaros possuíam uma arma de guerra inédita e mortal na época com a qual renderam e exterminaram seus oponentes: carros de combate puxados por cavalos, dentro dos quais um guerreiro lutava com seus arcos e flechas. Os arreios que controlavam os cavalos, porém, eram muito rudimentares, o que tornava extremamente difícil guiar o carro, ainda mais durante o fragor dos combates. 0 carro era conduzido pelo auriga, habilidoso profissional de enorme prestígio na época. As ações de arrear e conduzir os cavalos eram descritas pela palavra Yug: Jungir , Atrelar , Unir (os cavalos) .

Chegamos, assim, a um significado muito interessante para a palavra Yoga. Ela denomina o intenso exercício que uma pessoa realiza para colocar sob o seu comando forças que, até esse momento, estavam fora de seu controle, visando conquistar as suas metas. 0 yogui é o auriga que, controlando as forças cegas do seu ser, conduz sua alma a vitória. Meditando na imagem desse auriga da Antigüidade, treinando suas habilidades repetidas vezes, desenvolvendo pouco a pouco suas capacidades, podemos compreender melhor o sentido de mergulhar semanalmente nas sensações do corpo, nas emoções e pensamentos inquietos da mente, podemos entender o processo gradual através do qual vamos obtendo maior capacidade de conduzir adequadamente o carro da nossa vida. Dentro desta abordagem, torna-se muito ilustrativo o seguinte verso do Rig-Veda: Os brâhmanes -sacerdotes-- arreiam a mente, de fato eles arreiam os pensamentos sagrados.

E na Katha Upanishad encontramos a seguinte alegoria: Sabei que o Eu é o cavaleiro, e que o corpo é a carruagem; que o intelecto é o cocheiro e que a mente são as rédeas. Os sentidos - dizem os sábios- são os cavalos; as estradas por onde passam são os labirintos do desejo. Os sábios consideram o Eu como aquele que se deleita quando está unido ao corpo, aos sentidos e a mente. Quando um homem não possui discernimento e sua mente está desgovernada, seus sentidos são incontroláveis, como os cavalos rebeldes de um cocheiro. Porém quando um homem possui discernimento e sua mente esta controlada, seus sentidos, como os cavalos bem domados de um cocheiro, obedecem alegremente às rédeas.

Refletindo sobre essas imagens observamos que existem regras básicas para obter um bom controle do carro. Mas cada auriga adapta esses princípios básicos às suas próprias características pessoais, ao tipo de arreios que possui, à natureza dos cavalos, ao tipo de relevo, etc. De modo semelhante, no decorrer dos séculos, o Yoga Eterno foi sendo apresentado com diferentes características, dependendo do mestre, da época, do lugar. Surgiram, assim, inúmeras variações: umas trabalhando mais com o corpo (Hatha Yoga), outras agindo principalmente sobre a mente (Raja Yoga), umas disciplinando os sentimentos (Bhakti Yoga), outras o intelecto (Jnana Yoga) e outras a conduta (Karma Yoga).

A pratica predominante de uma técnica ou de outra dava origem a uma nova linhagem, cada uma com seus procedimentos devidamente sistematizados, seus nobres mestres e destacados discípulos, todas coexistindo em paz; segundo reza o antigo ditado: Diversidade de caminhos e uma única Grande Meta Diante de tantas possibilidades sedutoras surge uma pergunta inevitável: E qual é o melhor caminho? Para responde-la e preciso situar-nos, contextualizar-nos; pois se bem existem princípios básicos e universais -veracidade, amor, honestidade, moderação, humildade, etc. - as técnicas e procedimentos que surgem a partir de tais princípios são mais específicos e focalizados. Considerando os objetivos de vida, a situação física, emocional, psicológica, familiar e social, levando em conta a idade, as características pessoais, a intensidade de esforço que estamos dispostos a investir, etc., o caminho mais adequado será aquele que melhor atenda às nossas necessidades.

Aproximar-se do Yoga e como se aproximar da noite infinita. Generosos e inesgotáveis, ambos dão o melhor de si. Todos recebem, cada um segundo sua capacidade. Quem traz uma xícara e quem traz uma jarra: ambos saem preenchidos.


Prof. Andrês De Nuccio
Diretor do Instituto Ísvara
Rua Bandeirantes, 318 – Cambuí
Tel: (19) 3203-1918
isvara@isvara.com.br
www.isvara.com.br

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PEDRA BRANCA


O grupo Pedra Branca fundado em 2001 por Luciano Sallun e Aquiles Ghirelli vem trazendo de forma singular uma maneira muito apropriada de fazer música do mundo numa visão contemporânea e universal. 
Com dez anos de existência, hoje poderia ser visto como um dos maiores nomes brasileiros da “world music” e sem duvida o maior grupo de “chillout/lounge” brasileiro. Com sucesso no Brasil conseguiu ser referencia para inúmeros projetos e djs nacionais e internacionais, bem como referência para o público brasileiro, contribuindo gradativamente para a abertura dessas vertentes no Brasil.

Realizaram uma turnê em agosto de 2008 em alguns festivais de Portugal como, “Bons Sons Festival” e “Boom Festival”. Com ótima recepção de audiência e mídia, já sendo referência e admiração entre os portugueses.
Estão lançando em 2009 o terceiro álbum intitulado de “Organismo Eletrônico”, e também o DVD em parceria com a Companhia de Danças de Diadema o espetáculo “Crêndices, quem disse?” por Ana Bottosso e direção musical de Luciano Sallun.
Em 2010 e 2011 estão em turnê com o álbum “Organismo Eletrônico” e em cartaz com espetáculo “Crêndices”. Ainda neste ano foi criada a trilha sonora para o espetáculo Ragas do Grupo Ares de acrobacias aéreas, por Monica Alla e direção musical de Luciano Sallun.


Em breve lançamento do novo álbum "Radio Global" 2011.
DISCOGRAFIA 
Álbuns
Álbum Pedra Branca, lançado em 2004 pela WFC, distribuído no Brasil pela Lua Music e internacionalmente pela Arabesque (UK) Europa e Japão. 


Álbum “Feijoada Polifônica”, lançado em 2006, pela WFC, distribuído no Brasil pela Lua Music e internacionalmente pela Arabesque (UK) Europa e Japão.
Álbum “Organismo Eletrônico”, lançado em 2009, pela Chill-Art/WFC, distribuído no Brasil pela Lua Music e internacionalmente pela Arabesque (UK) Europa e Japão.


Compilações


Compilação Batida Sossegada, música “Circulo”, lançado em 2003 pela Bamba Music no Brasil e Europa.Compilação Vol. 2, música “Sol Brilhante (Remix Trotter)”, lançado em 2005 pela Kagdila Records na Europa, Japão e EUA.

Compilação Ambient Planet Vol 2., música “Metamúsica”, lançado em 2006 pela Chillzone.org e pela Flow Records (Portugal)
Compilação No Limits Chill Out (Suiça), música “Mosaicos de Culturas”, lançado em 2007 pela Chill-Art e No Limits (empresa).


Compilação Green Trippin Camp 08, música “Território Ancestral”, lançado em 2008 pela Fractal Species (Portugal).


Compilação Natural Life, música “Natural”, lançado em 2009 pela Chill-Art/WFC (Brasil)


Compilação Transatlantic Chillout, música “Berimbal Groove”,  compilado por Luciano Sallun e Fernando Abreu (Portugal) entre músicas de artistas brasileiros e portugueses. Lançado em 2009 pela Heart’s Eyas Records (EUA) e distribuído no EUA e Europa pela Geomagnetic Distribution.

DVD

Dvd do espetáculo “Crendices... quem disse?” da Cia de Danças de Diadema, onde o grupo faz a participação ao vivo junto aos bailarinos. Gravado em 2007 e lançado em 2008.
SITE OFICIAL:  www.pedrabranca.mus.br

MYSPACE: www.myspace.com/pedrabranca
FACEBOOK: www.facebook.com/pages/Pedra-Branca/244920421285?ref=ts

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Respiração - Pranayama

Cito aqui um pouquinho do que Bri. Maya Tiwari nos ensina sobre Pranayama em seu livro "O Caminho da Prática - a cura feminina pela alimentação, pela respiração e pelo som.". Um livro cheio de relatos e técnicas que nos trazem uma forte luz de esperança por um corpo que tem cura, por mais grave que possa ser o diagnóstico médico. São histórias como a de Maya que precisamos ouvir, acreditar e nos inspirar.

Para os Vedas, o prana é composto de cinco "ares" que tem funções diferentes em nosso corpo-mente. "O corpo é constantemente fortalecido pelo ritmo natural de inspirações e expirações profundas e ritmadas, de forma que as cinco energias prânicas possam, cada uma delas, governar adequadamente uma área diferente do corpo". Vejamos quais são estas cinco partes:
Prana (inspiração) - "alma do corpo assentada no trono do coração", assim era chamada esta energia. O Prana preenche a região entre a laringe e o coração. Para acalmar, entrar profundamente na mente e conhecer nossa verdadeira natureza é necessário que esta energia esteja bem equilibrada. A falta de equilíbrio no Prana coloca em risco nossa vitalidade. O Prana sustenta o coração, a voz, a inteligência e a respiração.
Udana (deglutição) - "o ar que sobe". Sustenta nossa voz, nosso som individual. Uma respiração calma e ritmada nos ajuda a aumentar a duração de nossas vidas e nos ajuda a emitir sons harmoniosos em consonância com a natureza. Assim, cultivamos uma melhor percepção das coisas.
Samana (digestão) - "mantenedor do equilíbrio". Esta energia traz discernimento, rege o metabolismo e os processos digestivos.
Apana (expiração) - "preserva nossa capacidade de reproduzir e nutrir a vida. Apana regula nosso desapego aos objetos materias, e nos ensina a nutrir a nós mesmos sem incorrer em excessos.". Para manter este equilíbrio, apana e prana devem fluir em harmonia e sincronia.
Vyana (circulação) - está no coração de todas as coisas vivas. É a circulação, por isto distribui alimentos e nutrientes dentro do nosso corpo. A simbologia desta energia é o desejo de liberdade pessoal, é também a origem do desejo de realizar a caridade e cultivar a boa vontade.

Encontramos na prática de yoga diversos exercício que nos ensinam a encontrar o nosso ritmo respiratório saudável, o nosso equilíbrio entre a mente, corpo e o mundo em que vivemos. Encontre um instrutor e se entregue para este conhecimento.

Namastê!
Paula Ubinha