Cito aqui um pouquinho do que Bri. Maya Tiwari nos ensina sobre Pranayama em seu livro "O Caminho da Prática - a cura feminina pela alimentação, pela respiração e pelo som.". Um livro cheio de relatos e técnicas que nos trazem uma forte luz de esperança por um corpo que tem cura, por mais grave que possa ser o diagnóstico médico. São histórias como a de Maya que precisamos ouvir, acreditar e nos inspirar.
Para os Vedas, o prana é composto de cinco "ares" que tem funções diferentes em nosso corpo-mente. "O corpo é constantemente fortalecido pelo ritmo natural de inspirações e expirações profundas e ritmadas, de forma que as cinco energias prânicas possam, cada uma delas, governar adequadamente uma área diferente do corpo". Vejamos quais são estas cinco partes:
Prana (inspiração) - "alma do corpo assentada no trono do coração", assim era chamada esta energia. O Prana preenche a região entre a laringe e o coração. Para acalmar, entrar profundamente na mente e conhecer nossa verdadeira natureza é necessário que esta energia esteja bem equilibrada. A falta de equilíbrio no Prana coloca em risco nossa vitalidade. O Prana sustenta o coração, a voz, a inteligência e a respiração.
Udana (deglutição) - "o ar que sobe". Sustenta nossa voz, nosso som individual. Uma respiração calma e ritmada nos ajuda a aumentar a duração de nossas vidas e nos ajuda a emitir sons harmoniosos em consonância com a natureza. Assim, cultivamos uma melhor percepção das coisas.
Samana (digestão) - "mantenedor do equilíbrio". Esta energia traz discernimento, rege o metabolismo e os processos digestivos.
Apana (expiração) - "preserva nossa capacidade de reproduzir e nutrir a vida. Apana regula nosso desapego aos objetos materias, e nos ensina a nutrir a nós mesmos sem incorrer em excessos.". Para manter este equilíbrio, apana e prana devem fluir em harmonia e sincronia.
Vyana (circulação) - está no coração de todas as coisas vivas. É a circulação, por isto distribui alimentos e nutrientes dentro do nosso corpo. A simbologia desta energia é o desejo de liberdade pessoal, é também a origem do desejo de realizar a caridade e cultivar a boa vontade.
Encontramos na prática de yoga diversos exercício que nos ensinam a encontrar o nosso ritmo respiratório saudável, o nosso equilíbrio entre a mente, corpo e o mundo em que vivemos. Encontre um instrutor e se entregue para este conhecimento.
Namastê!
Paula Ubinha


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