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Campinas, SP, Brazil
O Yoga pela Paz é o evento anual, idealizado por MARCIA DE LUCA e FRAN ABREU, sem fins lucrativos, que leva a prática e o conhecimento associado ao Yoga, à Ayurveda e às culturas de paz a milhares de pessoas. Em Campinas é realizado pela associação cultural ORGANIZACI-ON e coordenado por Paula Ubinha e Tatiana Braga.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Respire aliviado...


Por Flávia Maimoni Ribeiro.
Ujjayi (ud = para cima, de nível superior, soprar, expandir, proeminência, poder; jaia = conquista, vitória, triunfo, sucesso, coerção, restrição) – respiração onde os pulmões são completamente expandidos e o tórax se torna dilatado como o de um orgulhoso conquistador
Instruções:
1. Sente-se confortavelmente em sukhasana (pernas cruzadas) ou numa cadeira, com a coluna ereta, olhando para frente;
2. Durante uma expiração prolongada, murmure a palavra “haaaaa” de forma que esta respiração produza um ruído de leve fricção ao passar pelo palato (entre a boca e a garganta); é um som semelhante ao de embaçar um vidro, ou ainda o som que ouvimos no interior de uma concha. 
3. Experimente fazer com os lábios abertos e quando estiver sentindo a vibração suave do som na parte de trás da garganta, passe a fazer a respiração de lábios fechados.
4. Sentindo facilidade, experimente produzir o mesmo som ao inspirar.
5. Complete o ciclo da respiração-inspiração – pausa com o ar nos pulmões e expiração – repetidas vezes. O tempo deve estabelecer uma proporção de 1–2–2, ou seja, se for inspirar em quatro segundos, retenha oito e exale oito segundos.
6. Esta prática deve ter a duração média de 15 minutos.

Dicas importantes:
1. Observe se o som de sua respiração é seco como o vento e oco e não nasalado.
2. As narinas devem estar relaxadas (não puxe o ar com força, deixe a respiração acontecer naturalmente).
3. Algumas pessoas conseguem realizar esta respiração com facilidade, outras levam mais tempo para aprendê-la. No entanto, não desanime. Faça quantas respirações precisar com os lábios abertos até conseguir!
4. Não faça se estiver com irritações ou inflamações na garganta.

Efeitos benéficos deste pranayama:
1. Acalma a mente e os sentidos.
2. Traz leveza, bem-estar e tem efeito energizante.
3. Promove tranquilidade e, ao mesmo tempo, força para lidar com as adversidades da vida.

Flávia Maimoni Ribeiro – psicóloga, instrutora de Yogaterapia e terapeuta ayurvédica. Busca integrar os conhecimentos da saúde milenar do Yoga e do Ayurveda com a ciência moderna ocidental

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Administrando o tempo em paz


Por Camila Reitz.
O tempo está cada vez mais escasso para todos nós. O mundo, com tantas novidades tecnológicas, por um lado nos ajuda a fazer tudo de forma mais rápida e desperdiçando menos tempo. Por outro lado, faz com que tenhamos cada vez mais coisas para fazer, além é claro, da obrigação de fazermos tudo com mais eficiência e rapidez.
Antigamente escrevíamos cartas para amigos no exterior ou em alguma cidade distante. Lembro que era prazeroso escrever em papel, fazer um desenho e enviar uma foto junto. Demorava um tempão para a resposta chegar, demorava tanto que nem ficávamos preocupados esperando a tal resposta, e era uma alegria ver o carteiro chegando. Hoje, carteiros só trazem contas para pagar. E o meio de comunicação é o computador. Escrevemos mais e-mail de trabalho do que qualquer outra coisa. Uma amiga disse um dia: “é ótimo quando você responde o e-mail, pois você passa o problema para frente, e ele só volta quando a resposta voltar”.
Mas mantenha a calma, pois há de existir uma forma de resolver essa situação de falta de tempo. A principal forma é termos a consciência de que o tempo tem duas características que não mudam nunca: o tempo não para, e nunca volta atrás. Temos que aceitar e saber lidar com o que já passou e também administrar a falta de tempo em paz.
No momento estou numa situação de falta de tempo terrível. Parece que tudo está acontecendo ao mesmo tempo, e realmente está! O prazo para entrega desse texto está esgotado, e com calma tenho que escrever. Então as dicas que escrevo aqui são as que eu mesma estou utilizando. A primeira coisa a fazer é escrever todas as tarefas num papel. A grande vantagem de fazer uma lista é retirar as tarefas da cabeça para criar espaço e leveza para solucioná-las. Tome um tempo para refletir o que é realmente imprescindível fazer agora e o que pode ser feito depois, priorizando as tarefas. Parar para relaxar e tomar um tempo para si tem uma extrema importância durante o processo de executar tarefas. Dessa forma a mente fica mais calma e quanto mais calma, mais alerta e capaz para solucionar problemas.
Muitas vezes menos é mais. Aprendi isso com um aluno da formação para professores. Pedi para todos escrevessem os compromissos que iriam assumir durante o curso, e ele falou: “vou me comprometer a fazer ao menos o mínimo”. Pensei, como assim, vai se comprometer a fazer o mínimo? E ele complementou: “mas vou tentar ao máximo, fazer o máximo”. Então, observe a sua lista de tarefas e comprometa-se a fazer pelo menos o mínimo que é necessário ser feito, e se puder, faça o máximo, o melhor que puder.
Sugeri para mim mesma e sugiro para você fazer uma resolução interior. No Yoga chamamos essa resolução de samkalpa, existe uma forma específica de fazer essa resolução. Deve ser uma frase curta, positiva e conjugada no presente, pois o subconsciente só capta informações no presente. Para manter a paz sugiro algo como: “faço uma coisa de cada vez” ou “resolvo tudo em paz”. Repita seu samkalpa pelo menos três vezes ao dia, ou sempre que estiver ansioso para resolver algo. Respire fundo, feche os olhos e visualize-se em paz resolvendo qualquer situação que possa aparecer. Com certeza isso irá ajudá-lo.
Existem teorias que dizem que os dias não têm mais 24 horas. Chego a pensar que isso realmente pode ser verdade. Afinal não dá mais tempo de fazer tudo o que temos que fazer, quem diria fazer tudo o que queremosfazer. Mas será que a solução não seria querer menos?
Bem, talvez essa seja uma das soluções, afinal muitas vezes menos é mais. Mas no momento não tenho tempo para refletir sobre isso, vou colocar essa reflexão na minha lista de tarefas, assim o assunto não vai ficar pendurado na minha cabeça, ocupando espaço que deveria estar preenchido de paz.
Camila Reitz pratica Yoga há 16 anos, estudou no Brasil, Índia, Estados Unidos e Austrália, criou a marca Devi e ministra curso de formação para professores de Yoga.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Paz!


Retirado do blog Yoga Pela Paz.
Incorporar a paz
Para atrair paz precisamos nos tornar a própria paz – ou melhor, reencontrá-la dentro de nós mesmos, uma vez que ela é a nossa essência.
Há duas ótimas meditações para incorporarmos a paz:
Repetir o mantra Shanti, paz em sânscrito.
Repetir o mantra Lokah Samastah Sukino Bhavantu (pronuncia-se: “locá, samastá, suquinô, bavantú”), que denota a intenção de paz entre os seres humanos.
Ao acessarmos o campo da pura potencialidade, colocando lá nossa intenção de paz, ela se fortalece e vai sendo gravada em nossa memória celular. Ao terminar a meditação, precisamos manter a atitude pacífica e pacificadora ao longo de todo o dia, todos os dias. É assim que verdadeiramente incorporamos a paz.

Pensar a paz
Nada existe que não tenha sido pensado em algum momento. Os pensamentos são poderosos e se transformam em realidade.
A intenção de paz fortalece ainda mais um pensamento – que projetado na consciência coletiva, tornará o mundo seu reflexo.
Vale todo tipo de pensamento de paz: com os vizinhos, com a família, com os companheiros de trabalho. E também no nível macro: de um mundo em paz.
Sentir paz
Compaixão, compreensão e amor são os sentimentos que geram paz. Ao nos identificarmos com o sofrimento alheio, passamos a compreendê-lo; e só somos capazes de amar o que compreendemos. O amor, portanto, abre a oportunidade de paz.
Pôr em prática este ímã da paz significa tentar conscientemente sentir compaixão pelos que estão ao nosso redor. Para tanto, é preciso parar de julgar e aceitar cada um como é. Nem sempre isso é fácil – mas é possível. E, como tudo, o treino leva à perfeição. O fundamental é observar tapas, o autoesforço, a disciplina.
Falar de paz
Já conhecemos o poder da palavra: sua energia move montanhas. Ao escolhermos conscientemente falar de paz, nos colocamos em paz e compartilhamos esse sentimento.
Antes de falarmos qualquer coisa, é bom sempre testarmos as três peneiras:
A peneira da bondade: o que vamos falar é bom?
A peneira da verdade: temos certeza de que o que vamos falar é verdade?
A peneira da necessidade: precisamos mesmo falar sobre isso?
O teste das peneiras deve seguir essa ordem: e só o que passa pelas três pode então ser dito – porque certamente será uma palavra de paz.
Não é por acaso que temos duas orelhas e uma boca: para ouvir mais e falar menos. Muito do que falamos é oportunidade perdida de calar. Ao nos treinarmos para falar menos, falamos melhor.
Agir pela paz
Pensamentos e palavras precisam ser acompanhados da ação para mudar a realidade. Assim, precisamos efetivamente agir pela paz. Como? Ajudando a quem precisa, não revidando uma agressão, oferecendo gratidão e reconhecimento.
Na hora em que todos somos um, em que não há fronteiras (de país, de religião, do que seja), a paz é o único caminho

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Muito além da visão...


Por Madu Cabral.
Nossas rotinas são muito exigentes para nossos olhos, passamos os dias com uma infinidade de luzes, luminosos e telas em nossa frente, usando todos os recursos imagináveis para chamar a atenção dos nossos olhos.
Uma rotina de saúde para esses órgãos e uma seleção melhor do que olhamos pode fazer muito por nossos corpos e mentes. A médica especializada em Ayurveda, dra. Maísa Misiara, e a terapeuta do método Self-Healing, Fernanda Ribeiro, juntaram essas duas terapias para o tratamento de problemas de visão.
1. Descreva a visão segundo o Ayurveda.
Para o Ayurveda, a boa saúde está diretamente relacionada à boa digestão. Além dos alimentos, da água e do ar que respiramos, ingerimos nossas percepções, sensações, sentimentos e pensamentos. Tudo isso precisa ser digerido e processado. O que não nos serve, deve ser descartado. Dentro dessa concepção médica, tudo é comida. 
Comemos também com os olhos e, se não temos uma digestão visual adequada, nos intoxicamos e não vemos de forma apropriada.

2. Como nossa visão é afetada pelos hábitos modernos?
Somos seres visuais: computador, televisão, leitura, isso para falar apenas do estímulo direto e objetivo. Somos visuais também na imaginação e no pensamento. Literalmente comemos o mundo com os olhos e, geralmente, de forma ávida. Há um excesso de informação à disposição de mentes sobrecarregadas por milhões de tarefas concomitantes, carentes de finalização adequada. O resultado é uma “indigestão”, pois deixamos de perceber que é preciso um tempo para processar o alimento, assim como acontece com a comida. Nossa capacidade de apreciação se atrofia, restando apenas o suficiente para interagir com o mundo de maneira superficial. Tendemos a olhar sem realmente ver e comer sem degustar.
3. Como manter uma visão saudável?
Seguindo o método de Self-Healing, a boa visão obedece a alguns princípios básicos:
Relaxamento: a visão tem que ser fácil, não deve ser um ato de esforço.
Capacidade de observar detalhes: quanto mais detalhes percebemos, melhor é a qualidade da atenção despendida.
Capacidade de adaptação a diferentes intensidades de luz: nossa rotina muitas vezes nos obriga a passarmos a maior parte do dia dentro de recintos fechados, sem grande alternância de foco.
Equilíbrio entre visão central e periférica: vivemos excessivamente apoiados na visão central e pouco nos damos conta da periferia.
Equilíbrio no uso dos dois olhos (binocularidade): mesmo diante de um comprometimento em um dos olhos, é importante manter essa relação o mais fluente possível. Somos seres binoculares e é surpreendente observar como a visão geral melhora quando trabalhamos o olho comprometido.
Segundo o Ayurveda, é necessário em primeiro lugar cuidar do nosso fogo digestivo (agni). Logicamente deve ser realizada uma avaliação do seu biótipo ayurvédico (dosha) em desequilíbrio e dos hábitos a serem modificados, segundo a constituição energética.
4. Quais cuidados com a visão devem ter as pessoas que passam o dia na frente do computador?
Pessoas que trabalham no computador têm que fazer intervalos curtos e constantes – 5 minutos por hora, por exemplo. A cada dez minutos, é necessário tirar os olhos da tela do computador por 30 segundos para que o cristalino se aplaine. Os olhos descansam ao olhar longe. Se o trabalho no computador estiver difícil, chato, frustrante, faça pausas mais frequentes para exercícios visuais e vá para o sol quando for possível. O pescoço e ombros devem ser cuidados com rotações e automassagem.
5. O que é netra basti?
Também conhecido como aksh tarpannetra basti é o “banho” dos olhos com manteiga clarificada medicada. Tem efeito de limpeza e nutrição. Tonifica os músculos oculares, relaxa-os, nutrindo os olhos e o nervo ótico.
6. Quais cuidados diários devemos ter com os olhos?
O Ayurveda sugere uma rotina diária com movimentos oculares de rotação, movimentos para cima, para baixo e para os lados, além de nutrição com ghee (manteiga clarificada). Se necessário, são indicados exercícios de Yoga para a visão.
O método Self-Healing indica também exercícios como sunning (banho de sol nos olhos fechados) e palming(relaxamento no escuro), como práticas diárias de higiene visual.
Fernanda Leite Ribeiro é optometrista e terapeuta do método Meir Schneider – Self-Healing, certificada pela School for Self-Healing (São Francisco, CA – EUA). Tem especialização em Terapia Visual e é hoje uma das instrutoras do curso avançado de visão, assim como do próprio Método Meir Schneider no Brasil. É membro do College of Syntonic Optometry e do Conselho da Associação Brasileira de Self-Healing.
Maísa Misiara é médica, graduada em 1982 pela Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba/SP. Especialização em Homeopatia pela Associação Médica Brasileira. Docente do Instituto de Cultura e Escola de Homeopatia desde 1990, do qual é também membra. Fez curso de especialização em Ayurveda no Suddha Dharma Mandalam International/Fundação Sri Vájera- Escola Yoga Brahma Vidya e curso avançado de Panchakarma e massagem ayurvédica na Academy of Ayurved, (Pune-Índia) em 2005.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Amor orgânico


Por Pedro Franco.
Todas as linhas de Yoga têm em comum a busca pela paz interior, a compaixão como prática e diretriz a se seguir. Algumas visões praticam para acordá-la, outras linhas praticam para edificar e expandir esta paz; sendo budistas, hindus, tântricos ou até mesmo de outras formas ecumênicas nas quais a aceitação do outro, do diferente, faz parte da base filosófica e da atitude perante a vida.
Muitas pessoas sentem dificuldade em silenciar a mente e despertar a consciência em suas vidas, pois foram programadas para serem racionais e competitivas ao extremo, se identificam apenas com o intelecto: ser feliz com a mente, “umbigo” ou com coração?
Ser racional no amor? Então vem a frustração… O universo que é quântico, curvo, espiralado e multifacetado, e muitos o vêm com uma mente reta e têm uma percepção superficial de tudo e de si mesmos, buscam a felicidade onde ela não está, competem consigo mesmos e com os outros.
O Yoga como união, paz, contentamento, pelo simples alinhamento entre pensar, falar e agir, são aspectos deste universo espiralado interligado e único, que só compreendemos quando reluzimos nossa verdadeira essência, multidimensional, que é o mais puro amor na essência, e se manifesta em bem-aventurança, compaixão e simplesmente paz.
Pedro Franco é professor de Yoga.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O poder das estrelas


Por Shakti Chourey.
Jyotish (astrologia védica) se baseia na crença da reencarnação da alma. Esta crença denota que sofreremos ou usufruiremos nesta vida dependendo das nossas ações na vida ou vidas passadas. Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido oposto. Esta é a lei do karma (que literalmente significa ação). O que está para acontecer nas nossas vidas pode ser previsto pelas posições das estrelas e planetas na hora do nascimento da pessoa. Destas posições estelares nós criamos o mapa natal da pessoa e com esse mapa natal podemos ver as dificuldades que a pessoa poderá passar, se existe a propensão para doenças, e que tipo de doenças poderá desenvolver. Podemos também saber o nível de capacidade intelectual da pessoa, assim como talentos, potenciais e as melhores direções para que ela possa escolher as melhores opções que a levem ao sucesso na vida, além de muitos outros aspectos; não só materialmente, mas especialmente astral e espiritualmente.
Por isso a astrologia védica é utilizada para nos fazer pensar sobre a verdadeira espiritualidade que leva à autorrealização. Qual é o propósito da lei da reencarnação se for somente para nos fazer voltar vida após vida, se não for para aprender e evoluir espiritualmente? Com certeza, o materialismo não nos leva a lugar nenhum. Podemos utilizar a vida material para ajudar a fazer a espiritualidade mais acessível, porém a vida espiritual é a que evolve a alma. O Jyotish ensina que não somos estes corpos, mas almas eternas, espíritos imutáveis. Somente o corpo nasce e morre, para a alma não existe nascimento nem morte. Se eu devo abdicar de tudo que conquistei com o meu trabalho duro durante esta vida toda quando morrer, qual seria o propósito de adquirir toda esta riqueza material? Logicamente, aquisição material não faz parte do objetivo da reencarnação. Nós não levamos nada material conosco, porém o aprendizado espiritual é o que guardamos durante esta jornada da nossa alma. E por isso mesmo o nosso objetivo de vida não deve ser aumentar a conta bancária, mas conhecimento espiritual porque isto que é eterno.
Ensinar e levar a mensagem do espiritualismo às pessoas é o objetivo real do Jyotish. É tão importante que nós descubramos a nossa natureza verdadeira, que é preenchida de felicidade e amor. Os Vedas dão a nós todos os instrumentos que podemos incluir nas nossas vidas para promover com sucesso a nossa evolução espiritual. A astrologia védica é uma delas. Devemos aprender balancear a saúde física, emocional e espiritual promovendo uma vida saudável, completa, feliz e satisfeita. Um astrólogo védico qualificado pode ajudar a compreender o que foi dado nesta vida e como dar forma ao destino atraindo forças positivas e repelindo as negativas, permitindo o uso máximo de todos os nossos potenciais. O resultado é uma clareza maior de percepção da felicidade interna, da paz da mente e de um modo de vida saudável, sempre progredindo.
Shakti Chourey nasceu em São Paulo e é filha de Meeta Ravindra, a famosa cantora indiana, e do astrólogo indiano Ravindra Karahe. Aprendeu Jyotish (astrologia védica) com seu pai desde a sua infância, quando ele sentava com ela na varanda da casa e juntos observavam os céus com suas estrelas enquanto ele explicava os ensinamentos básicos da astrologia védica para ela. Ele contava que aprendeu seu conhecimento védico com seu avô, que o levava para os campos do vilarejo e mostrava como os astros influenciam a vida de todas as pessoas de uma forma ou outra e como tudo faz parte de uma sincronicidade holística.
Contato: (11) 3158-5568 ou (11) 3168-5096

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Por um mundo melhor


“Para mudarmos o mundo é preciso mudarmos a maneira de nascer.”
Por Maíra Duarte
Essa é uma frase clássica do conceituado obstetra francês Michel Odent. Os traumas que sofremos durante o parto e nos primeiros meses de vida repercutem na construção do nosso caráter e em nossa inteligência emocional. Não se trata de nascer de parto normal ou cesáreo, trata-se de modificarmos totalmente a maneira de enxergarmos esse momento.
Novo para quem chega
Para o bebê, o parto representa a transição. É quando sai do conforto uterino e se depara com um mundo totalmente desconhecido. Esse bebê nunca teve sua pele tocada, nunca enxergou com nitidez, nunca respirou e nunca esteve em um espaço sem contenção física. O útero é apertado, escuro, úmido e macio, só não é silencioso, mas tem ruídos bem distintos dos que ouvimos aqui fora.

Paramos para pensar que o nascimento é a experiência sensorial mais intensa da nossa vida? Em que os cinco sentidos são hiperestimulados de uma só vez?! Logo que nasce, a criança precisa respirar bruscamente, é esfregada com um pano para tirar a “sujeira” do parto, recebe colírio cáustico em seus olhos e tem suas via aéreas aspiradas por sonda enquanto escuta o tilintar dos instrumentos de metal. E nós mal refletimos sobre isso.
Após receber cuidados protocolares e invasivos, o bebê conhece rapidamente a mãe e segue para o berçário, muitas vezes sem mamar, onde fica por horas, estendido em uma posição totalmente nova para seu corpo.
Esse é o tratamento que os bebês nascidos no Brasil recebem. Nas primeiras duas horas de vida, em que o estímulo de sucção é mais forte no bebê e a pega para a amamentação poderia ser praticada, ele está longe da mãe.
Passadas quatro horas, quando já está letárgico, é levado para ser amamentado. Neste momento, o estímulo à sucção não está tão presente, a pega pode não ser boa e as portas para as dificuldades com a amamentação se abrem. É cada vez mais comum mulheres terem problemas para dar de mamar e a falta de incentivo à amamentação na primeira hora de vida certamente está associada a isso. A ciência já provou e continua ressaltando que o melhor alimento para o bebê é o leite materno. Então, podemos começar a mudar o mundo por aí: proporcionando um alimento rico em proteínas, vitaminas e no ingrediente fundamental que nenhum outro leite artificial tem: anticorpos.
Novo para quem já estava aqui
Para a mulher, o parto também é um evento marcante e único, mesmo que tenha muitos filhos. É um rito de passagem, uma possibilidade de amadurecimento, momento de superação, exercício profundo de entrega à sabedoria do corpo, à natureza. O atendimento humanizado ao parto propõe que a mulher seja respeitada como protagonista em seu parto, que tenha liberdade de movimentos, tenha o acompanhante de escolha, esteja emocional e fisicamente segura, sinta-se confortável no espaço, não se preocupe com o tempo, receba auxílio para alívio da dor, caso haja necessidade e não receba intervenções desnecessárias. Quando isso acontece, ela se transforma e se o companheiro estiver junto, se transforma também. Finalizam a experiência do parto fortalecidos, realizados e confiantes. Essa confiança segue com a mulher pelos processos da maternagem e por toda a vida.

O Yoga e o Ayurveda nos auxiliam a confiar na sabedoria da natureza, a respeitar nossos ciclos, tempos e ritmos. Unindo as novas tecnologias à visão iogue do que envolve a chegada de um ser, estamos gestando uma nova forma de atendimento à gravidez e ao parto. Mães realizadas, pais presentes, bebês acolhidos, mundo melhor.
Maíra é terapeuta ayurvédica formada pela Escola Yoga Brahma Vidyalaya e no Curso Avançado de Ayurveda pela Academia Internacional de Ayurveda, na Índia. Especializou-se nos cuidados ayurvédicos com a gestante (Perfect Pregnancy Program). Doula formada pelo Gama (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa) e pela ONG Amigas do Parto, Maíra realiza acompanhamento de gestantes durante a gravidez, trabalho de parto e pós-parto. mairaduarte@gmail.com
Contato: (11) 8415-8222